terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

NEO vai às compras

A pedido do Oráculo, NEO vai às compras.
Ele escolhe os produtos que deseja, efetua o pagamento sem pegar fila e o melhor de tudo, não precisa levar o carrinho de compras de volta pro lugar de onde ele saiu.
No mundo virtual, tudo é muito simples, prático e sem stress!

Pois é! Mas aqui, no mundo real, as coisas são diferentes, principalmente em se tratando de carrinhos de compras dos supermercados. Já repararam que muitas pessoas os deixam em qualquer lugar nos estacionamentos destes estabelecimentos?
Será que é por comodismo, demência ou é simplesmente falta de educação?
Próximos aos pilares, largados nas vagas de veículos ou até mesmo atrás de automóveis, definitivamente não são lugares para esses pobres carrinhos orfãos.

Se os mundos REAL e VIRTUAL tivessem regras de conduta mais parecidas, será que os cidadãos virtuais passariam pelo mesmo tipo de stress que a gente? Vamos analisar:
Imagine que todos os sites de e-commerce tivessem à disposição números limitados de carrinhos de compras e que os termos de uso desses websites ditassem que todo internauta deveria levá-los de
volta à seção de carrinhos disponíveis, ao final das compras.

Caso isso não fosse feito, o carrinho ficaria abandonado na última seção em que o antigo internauta o deixou.
Considere também que a grande maioria não respeitasse as condições de uso (Assim como no mundo real).
Agora, imagine o NEO entrando nesse website para comprar um CD do Marilyn Manson e não existissem carrinhos de compras disponíveis no momento (ou estariam em uso, ou largados irresponsavelmente em alguma seção).
Ele, então, teria duas opções: voltar mais tarde ou sair procurando por algum carrinho órfão dentro do website. Provavelmente, depois de 10 minutos, ele encontraria um na seção de perfumaria.
Resultado: NEO stressado!

À medida que o tempo passa, a linha que divide os dois mundos (REAL e VIRTUAL) é cada vez mais tênue. Como as pessoas que neles vivem são as mesmas, algumas leis/regras de uso também poderiam ser. Talvez assim, a internet perdesse um pouco a graça, eu concordo, mas dessa forma, conseguiríamos reeducar as futuras gerações para um melhor convívio aqui no mundo real.

Um comentário:

Ady Cavalcante disse...

Sabe que eu "fazia" muito disso? É, me envergonho, mas assumo. Abandonei essa prática há pouco tempo. rs rs rs Beijos!!!!!