segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Quanto mais eu conheço as pessoas ...

Acho que todo mundo já ouviu a frase 'Quanto mais eu conheço as pessoas, mais eu gosto do meu cachorro', não é mesmo?
Bom, normalmente quem a pronuncia quer mostrar seu profundo descontentamento diante de uma sociedade mal-educada (muito em voga nos dias de hoje).
Já me convenci de que educação não tem relação alguma com tamanho de conta bancária ou cor de pele.
Educação vem 'de berço'. Bons exemplos, a começar por aqueles vindos de casa, na sua grande maioria, formam cidadãos bem-educados.
Podem me chamar de otimista, mas ainda tenho a esperança de que um dia as pessoas consigam ter a metade da educação do meu cachorro.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Olhaí! O carnaval Globeleza foi uma beleza!

Infelizmente (ou felizmente?), o sono que tenho tido nos últimos dias não me permitiu acompanhar os desfiles das escolas de samba – paulistanas e cariocas – como gostaria. Mas a pequena amostra que tive da narração dos desfiles do Anhembi, feita pela competentíssima dupla Chico Pinheiro e Renata Ceribelli, foi tão irritante, que acabei fazendo as pazes com a minha atual imensa necessidade de dormir.

Olhaí que lindo! É a Tucuruvi colorindo a avenida! Olha a alegria da arquibancada! Que bonito! Que beleza! Eram algumas das célebres frases proferidas pelos jornalistas. Quando um dos comentaristas afirmou que o pessoal da comissão de frente tinha vindo de Guarulhos, Pinheiro proferiu esta: “Aê, Guarulhos! A maior cidade de São Paulo!” E o Maurício Kubrusly, com toda aquela propriedade para comentar sambas e carnavais!? Só fazia elogiar, intercalando com o Chico, “as belezas” do carnaval. E a Leci Brandão, como boa global que deve ser, ficou em cima do muro ao comentar a péssima letra do samba sobre o sorvete: “Tem que ter muita criatividade para falar sobre o sorvete. Eles conseguiram”. Eles conseguiram! Quebraram os recordes de inabilidade em dizer coisas proveitosas, instruir os espectadores sobre o carnaval, sobre as histórias que as escolas apresentavam. Pareciam todos ébrios.

Com sono, sem sono, teria ido dormir. Imaginar o salário destes profissionais me deixou ainda mais irritada. Acho que vou mandar meu currículo pra Globo com uma gravação da minha voz dizendo todas aquelas frases. Vou dizer que posso, a partir de 2009, passar a noite no sambódromo narrando de graça (é claro que antes vou ter que dormir uns dois dias inteiros). Mas vou exigir que eles me sirvam as mesmas bebidas que eles servem aos ilustres jornalistas. Ah, vou.